Tem sido muito comum nos dias atuais o termo “vazio existencial” ou, “pensamento acelerado”. A correria do dia a dia e a pronta disposição às exigências que os dias de hoje demandam muitas vezes levam as pessoas a sentirem-se angustiadas ao pensarem que são insuficientes para o mundo. Muito se fala que em tempos mais antigos o trabalho desempenhado pelo ser humano era em sua maioria manual, sendo a energia distribuída para o corpo e para o cérebro. Com a evolução tecnológica e o aumento do trabalho intelectual, o ser humano passou a destinar a grande parte de sua energia para o cérebro que, por consequência, pode levar à sensação de esgotamento.
Este sintoma pode ser potencializado com excessivas cobranças, pressão, tensão e a exposição em grandes quantidades de determinados estímulos que, em sua maioria, advém de celulares, computadores, redes sociais e pela rápida velocidade das informações. Talvez você já tenha conhecido alguém que tenha desabafado sobre como tem se sentido cansado, ou até mesmo você sente-se assim. Em muitas ocasiões, até crianças podem desenvolver tais sintomas, devido a exposição precoce aos estímulos citados anteriormente.
Muitas vezes as pessoas com deficiência consideram a sua limitação como mais fator de estresse, visto que ainda nos deparamos com uma cultura que nem sempre inclui as diferenças. Chegamos então a um ponto crucial na vida humana: o sentido da vida. Podemos viver sem parar para refletir sobre qual o sentido de tudo o que fazemos e isso pode ser uma fuga da realidade. Todo ser humano tem a capacidade de se autoatualizar, ou seja, de procurar evoluir cada vez mais.
No decorrer de nossa existência é possível que nos deparemos com limitações e, assim, encontrar dificuldades para seguir o nosso caminho. No entanto, é possível que possamos nos adaptar e encontrar sentido mesmo que isso seja um processo doloroso, “pois uma das principais características da existência humana está na capacidade de se elevar acima dessas condições, de crescer para além dela” (Frankl, 1991, p. 112). O médico Viktor Frankl dedicou muito de sua vida a elaborar a Logoterapia, que é uma psicoterapia ou filosofia focada no sentido da vida. Para Frankl todo indivíduo procura sentido, que estará sempre de acordo com as circunstâncias daquele determinado ponto da vida. Ressalta também que não existe uma resposta única que responda de modo geral sobre o sentido da vida, mas que há um sentido para cada situação que o ser humano vive. Podemos entender que esse sentido está na relação que temos com o mundo, ou seja, entre você e as pessoas, a natureza, as experiências, etc.
A falta de sentido, o pensamento acelerado que o leva a exaustão, o vazio emocional que atualmente afetam tantas pessoas podem influenciar tanto em atividades profissionais quanto pessoais. Como consequência pode levar a:
– Fadiga crônica;
– Insônia;
– Esquecimento ou falta de foco;
– Dores físicas;
– Ansiedade;
– Sensação de estar preso/deprimido;
– Perda de prazer ao realizar atividades;
– Pessimismo;
– Isolamento;
– Irritabilidade.
Mas lembro que sempre há uma maneira de enfrentar os desafios de nossa vida. Olhe para si e para as pessoas em sua volta, procure avaliar sem julgar. Deixo aqui algumas dicas para seus momentos de incertezas:
1 – Não se compare as outras pessoas;
2 – Em momentos de ansiedade procure focar em sua respiração;
3 – Aceite o problema. Ao invés de prever acontecimentos descreva a situação real para si mesmo, literalmente como ela se apresenta.
4 – Defina qual é realmente o seu problema atual;
5 – Procure soluções alternativas;
6 – Procure conversar com pessoas que te fazem sentir-se bem.
7 – Ouça músicas positivas.
Ressalto que se perceber que alguém ou que você mesmo está vivendo uma situação crônica, procure um profissional habilitado para lhe ajudar a lidar com seus sentimentos. E não se esqueça de que você é único e, sendo assim, é especial e que você tem a capacidade para enfrentar seus desafios.
Escrito por: Leandro dos Santos.
