
No ano de 1991 foi instituída a Lei nº 8213/91, que determina as empresas com mais de cem empregados preencherem de 2 a 5% de suas vagas de trabalho para pessoas com deficiência. Entretanto esse aspecto não pode ser considerado como “resolvido”, pois existem questões que vão além da abertura de vagas.
Esta discussão é ampla e complexa e, portanto, é inevitável nos depararmos diretamente ou indiretamente com índices negativos de exclusão das pessoas com deficiência nas vagas de emprego, havendo uma baixa porcentagem em comparação com a maioria da população.
No Brasil temos um total de 44,1 milhões de cidadãos inseridos no mercado de trabalho formal, causando uma percentagem desanimadora de apenas 306 mil pessoas com algum tipo de deficiência inseridas no mercado de trabalho, o que nos resulta em apenas 0,7% do total de vínculos empregatícios no país. Mesmo que o Brasil possua há mais de vinte anos uma lei que garanta as vagas para pessoas com deficiência, atualmente as empresas de grande porte, que deveriam assegurar no mínimo 5% de suas vagas para pessoas com deficiência, abrangem normalmente 1,5% das vagas.
Os problemas que compõem esses índices são:
– Falta de perfil: Existe a vaga disponível, porém algumas empresas olham pelo viés da produtividade escolhendo apenas candidatos que possuem poucas limitações motoras.
– Falta de qualificação: Apontada como um dos principais argumentos das empresas na hora da contratação;
– Benefício de Prestação Continuada: A suspensão do benefício é um dos fatores que contribuem para o desinteresse de muitos cidadãos no ingresso ao mercado de trabalho;
Ressaltamos aqui a importância do processo de seleção que uma empresa irá realizar para a contratação de um colaborador PcD: existe ali uma pessoa em potencial, que pode vir trazendo experiência profissional ou não e que possui o perfil para uma determinada função. A isso se deve considerar a cultura existente na organização, o nível de abertura para aceitar e se adaptar ao novo, a relação entre função x possibilidades para o candidato desempenhá-la, a personalidade que o cargo exige, entre outros.
Empregar uma pessoa com deficiência vai muito além do aspecto financeiro, é abrir as portas para o aprendizado em comum, é inserir o potencial certo no lugar correto. Na perspectiva de promoção e inclusão social, a ACD procura orientar e facilitar o acesso das pessoas com deficiência para o mercado de trabalho, realizando a mediação com as empresas interessadas. Se você tem deficiência física ou conhece alguém que é e está procurando trabalho, entre em contato conosco para que possamos orientar e, se possível, encaminhar para uma oportunidade. Se você possui empresa e quer empregar um funcionário com esse perfil contate-nos, será uma grande alegria para nós poder ajudar!
Escrito por: Taine Caetano de Oliveira
